Estratégias são distintas, mas não necessariamente excludentes; saiba mais sobre usá-las em conjunto no planejamento corporativo

O objetivo de investir em SEO (Search Engine Optimization) e em Google Ads, antigo Google  Adwords – publicidade paga – é o mesmo: aumentar o número de acessos a um site ou a determinadas páginas de um site. No entanto, a abordagem de cada um dos mecanismos é distinta e até mesmo antagônica: enquanto o SEO foca no alcance orgânico, o Google Ads se trata de uma ferramenta para otimizar a visualização de anúncios, baseado em palavras-chave e em um público-alvo delimitado pela companhia.

É possível deixar essa explicação mais clara. Vamos pensar em uma mídia tradicional, caso de uma revista impressa. O Google Ads seria o equivalente a uma publicidade paga em uma página de anúncios na revista: pode-se escolher o tamanho, o formato e, dependendo do veículo, a página (mais próxima de uma coluna que esteja alinhada ao seu negócio, por exemplo). 

O SEO, por outro lado, se iguala a um jornalista usar um diretor da empresa como uma fonte para uma matéria da qual a companhia é referência. Em ambos os casos, a marca é valorizada, mas com repercussões e custos distintos. Assim como na suposta disputa entre “Marketing Tradicional X Marketing Digital”, ambas as estratégias podem ser usadas de forma conjunta.

Mas o que é Ads?

Quando se trata de anúncio patrocinado, a primeira ferramenta que vem à mente é o Google Ads. A plataforma permite anúncios baseados em palavras-chave, com a possibilidade de personalização de exibição para determinados locais ou perfis de usuários, seguindo diversos critérios.

Ao fazer uma busca no Google, os primeiros resultados costumam ter a palavra “anúncio” antes do link – especialmente em palavras-chave com mais disputa. Essa posição é obtida por meio do pagamento ao Google, via Ads. Na sequência, aparecem os links indicados pelos algoritmos de forma orgânica, que dependem de uma estratégia de SEO baseada em palavras-chave. 

O algoritmo do Google considera diversos fatores para classificar a ordem das páginas. Entre eles, estão a densidade do conteúdo, a experiência do usuário, o tempo de existência de uma página e questões técnicas (como velocidade de resposta, programação do site, entre outros).

Assim como no principal buscador global, a publicidade paga também pode ser aplicada nas principais redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter, também definindo critérios para sua aparição, como localização geográfica e critérios de consumo) e existem outras opções para as empresas:

Rede de Display – Integrado ao Google Ads, os anúncios aparecem em outros sites. É muito usado para ações de remarketing.

Anúncios nativosGeralmente aparecem ao final de um conteúdo, como um tipo de artigo relacionado. Foi um caminho encontrado por muitas companhias para não atrapalhar a navegação de usuários com pop-ups ou outros artifícios.

Pop-ups – Odiados pela maioria dos usuários, também podem ser explorados pela sua empresa. Ao contrário de outros tipos de anúncios, trata-se de uma estratégia que o usuário não é capaz de ignorar. São mal vistos e devem ser muito bem planejados, caso contrário podem se tornar uma iniciativa negativa para o seu negócio.

Landing PageNão são necessariamente anúncios, mas podem ser usados para obter o contato de possíveis clientes (leads) e nutri-los por meio da estratégia de e-mail marketing ou de abordagens diretas. Nesses casos, é muito mais efetivo construir seu próprio mailing do que comprá-lo na internet.

Diferenças entre tráfego pago e orgânico

Para uma estratégia empresarial, o Google Ads e o SEO devem ser usados juntos, inclusive de maneira complementar. No entanto, as duas estratégias têm diferentes prazos de implantação. O SEO é obtido no médio ou longo prazo, visto que o site precisa ser indexado pelo Google, ganhando relevância para o algoritmo, especialmente com a atualização frequente de conteúdo.

No caso de Ads, a estratégia dá resultados em curto prazo. Basta desenhar um planejamento baseado em palavras-chave, que serão apresentados como anúncio, seguindo público-alvo e localização determinados. Esses anúncios são cobrados por clique e, quanto maior a concorrência por uma palavra-chave, maior será este valor. 

É importante que a empresa defina valor de orçamento, estabeleça suas palavras-chave mais relevantes e tenha ciência de que os custos de Ads são periódicos – quanto maior o volume de acessos obtidos, maior será o investimento e menor o prazo para a reaplicação de recursos. No caso do SEO, apesar dos prazos mais longos, consiste em estratégia mais barata, visto que o clique não tem custo: é obtido de forma orgânica.

É comum empresas desenharem estratégias que se iniciam com Ads até o momento em que o alcance orgânico atinja um patamar que permita a página ser descoberta/acessada pelo público-alvo e usar a publicidade paga para novos termos, que ainda dependem de tempo para uma boa classificação pelo algoritmo do Google.

Como integrar SEO e publicidade paga?

Com suas facilidades e propósitos distintos, SEO e publicidade paga podem ser usados em conjunto em uma estratégia empresarial. Veja alguns exemplos:

Palavras-chave negativasComo explicamos anteriormente, o Google Ads é pago com base no número de cliques obtidos. Por isso, não faz sentido investir em palavras-chave consideradas negativas – ou seja, fora do escopo da estratégia. Para ficar mais claro: pense em uma empresa que vende cursos relacionados ao mercado financeiro. A companhia não vai investir dinheiro na palavra-chave “curso para bolsa de valores gratuito”. Porém, ela pode desenvolver conteúdo para levar este usuário – um potencial comprador dos cursos – de maneira orgânica.

Meta title e meta descriptions – Meta Tags são, respectivamente, o título e a uma breve descrição que aparecem nos resultados dentro dos buscadores (SERP – Search Engine Results Page) em específico dentro do buscador Google . Por se tratarem das informações iniciais que aparecem ao usuário, são fundamentais as  estratégias de SEO. O Ads pode servir de referência: indicando as title tags bem classificadas, mas que não geram conversão de acesso. Esses insights serão preponderantes para gerar informações e ampliar os resultados em SEO, aumentando o acesso ao site.

Combinações de palavras – No Google Ads, é possível incluir o recurso chamado de “correspondência ampla”. A ideia é que minúcias não interfiram em sua estratégia. Se você pagou pela palavra-chave “Sessão de cinema em São Paulo”, essa funcionalidade vai fazer com que, se alguém digitar “seção de cinema em SP”, ela apareça para o usuário – independentemente de erros de português ou formas diferentes de fazer a busca. No caso do SEO, a correspondência ampla permite detectar variações de procuras, que podem trazer novas ideias para a criação de conteúdo e alcance orgânico.

Como nossa agência pode te ajudar?

Com mais de 15 anos no mercado de comunicação, a Comunicare Agência atende clientes em todo o Brasil, elaborando estratégias de atendimento para companhias de diferentes portes, inclusive com consultoria em SEO, performance, mídias sociais, marketing de conteúdo, inbound marketing automação em marketing e desenvolvimento de sites. Temos uma equipe multidisciplinar, que envolve jornalistas, relações públicas, publicitários, designers, gestores em marketing digital. Somos capazes de entender as suas necessidades e desenhar uma estratégia específica para o propósito do seu negócio.

Tem dúvidas sobre Marketing Digital? Quer saber mais das vantagens de investir em Publicidade Paga? Agende um horário com os nossos consultores! 

Leave a comment

Comunicare On-line